Mostrar mensagens com a etiqueta Crise. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Crise. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

LUSA: Quebra de vendas não encerra lojas

No dia 19 de Setembro a agência noticiosa LUSA noticiou que, de acordo com informações do relatório MarketBeat, da multinacional Cushman & Wakefield (C&W), a "quebra acentuada das vendas no retalho ainda não teria provocado "encerramentos de lojas em massa" ou "saída de insígnias" de Portugal.

O mesmo relatório indica que existe uma "retracção na estratégia de expansão".

Segundo a LUSA, o documento, apresentado à comunicação social, indica que a resposta dos lojistas "às quebras cada vez mais evidentes e acentuadas na facturação foi a retracção na estratégia de expansão".
 
O MarketBeat indica que a crise económica teve "um impacto forte" nas vendas do comércio, que regista "quebras sucessivas ao longo deste últimos três anos".
 
Para C&W, os operadores de retalho em Portugal "demonstram acreditar no potencial do sector, tendo respondido à crise com estratégias de preço e de fidelização de clientes".
 
A multinacional não descarta que, até ao final do ano, haja "novas quebras no consumo" provocadas pelas medidas de austeridade impostas pelo Governo e que "serão especialmente sentidas em Dezembro, momento em que a grande maioria da população irá ser alvo do novo imposto extraordinário".

Em termos de oferta, a taxa de crescimento dos conjuntos comerciais "registou o seu valor mais baixo desde os anos 90, apenas 2,5%", quando na última década a média de crescimento foi de 10%.

O estudo em referência versa sobretudo operadores de grandes superfícies comerciais e redes de lojas.

Aguardo os seus comentários e as suas questões.

Até breve!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

LUSA: Chiado é a zona comercial mais cara do país


Fazendo reporte ao relatório MarketBeat, da Cushman & Wakefield (C&W), a agência noticiosa LUSA, informou que a zona comercial do Chiado, em Lisboa, passou a ser a mais cara do país, destronando a Avenida da Liberdade que, segundo aquele relatório, liderou o 'ranking' durante vários anos.

Segundo a C&W, "apesar da apatia sentida no mercado imobiliário em geral", os primeiros seis meses de 2011 indicam que, em Lisboa, "a zona do Chiado é hoje a que pratica as rendas mais elevadas", situando-se o valor de referência nos 80 euros por metro quadrado por mês, enquanto que na Avenida da Liberdade se situa nos 72,50 euros por metro quadrado por mês.

O MarketBeat refere também que, no Porto, a Rua de Santa Catarina é a principal referência para o comércio de rua na cidade e mantém também o valor da renda em 45 euros por metro quadrado por mês, um montante que já vem desde 2009.

O relatório frisa que o comércio de rua "registou nos últimos anos um crescimento significativo em Portugal, em especial na cidade de Lisboa" e muito particularmente na zona do Chiado, associada "a um público jovem , 'trendy' e com poder de compra acima da média.

O sector do retalho, diz o documento, está a viver o período mais difícil desde 2007, altura em que "tem vindo a sofrer com a deterioração do poder de compra dos consumidores e com a sua própria maturidade, que lhe confere um ambiente cada vez mais concorrencial".

Para saber mais sobre estes relatórios e sobre a população alvo destes estudos da Cushman & Wakefield, consulte as seguintes ligações:


Bem como:

Portugal economic MarketBeat 2Q11

Portugal industrial MarketBeat 2Q11

Portugal office MarketBeat 2Q11

Aguardo os seus comentários e as suas questões.

Até breve!

domingo, 17 de abril de 2011

Comércio, Crise e Crime

No dia 15 de Abril de 2011, o canal televisivo SIC Notícias apresentou uma reportagem de quase 50 minutos sobre a forma como a crise está a afectar o comércio tradicional.
Fica claro na reportagem que a crise do comércio não começou hoje.

Carla Salsinha, em representação da UACS – União de Associações de Comércio e Serviços revela na reportagem, dados preocupantes sobre as insolvências e os encerramentos de estabelecimentos comerciais por todo o país durante os últimos anos.
De facto, basta ter conhecido a vitalidade do comércio das ruas das cidades de Lisboa, Porto ou Setúbal de há alguns anos, recorrendo apenas a três exemplos, para perceber que algo não está bem.

A insolvência de negócios como os que compõem o comércio tradicional e o respectivo encerramento de lojas, implica custos que não são apenas dos empresários. Existem custos sociais imediatos como o aumento do desemprego, mas há outros que se vão revelando ao longo do tempo como a progressiva desertificação de zonas urbanas, o abandono de edifícios e ruas que, por sua vez, provocará a curto prazo uma degradação do espaço urbano e, finalmente, a tomada desse território por marginais e marginalizados.

O sentimento de insegurança crescerá potenciado pelo desconhecimento dos territórios que passarão a ser vistos como inóspitos, estranhos e hostis.

Deficientes opções políticas de desenvolvimento local tenderam a dividir espaços, em vez de procurar integrar sistematicamente população, comércio e serviços.

Se bem repararem, as nossas cidades estão divididas por zonas habitacionais, de serviços, de comércio, de indústria, etc. A falência de qualquer destas divisões implica uma desertificação rápida dos locais porque não existe uma verdadeira integração e cadeia de interdependências.

O trabalho e investimento que as autoridades administrativas e policiais terão para recuperar esses territórios para a generalidade da população será imenso e não dependerá apenas de si.

Se, às fragilidades económicas mais comuns do comércio tradicional, adicionarmos a problemática da criminalidade que o atinge, teremos uma mistura que tem potencial para aniquilar rapidamente as capacidades de manutenção do negócio.
Continuarei em breve este assunto, entretanto, veja o vídeo no site da SIC Notícias aqui: