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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A segurança, a imagem e os negócios

O jornal O Dia online noticiou no dia 16 de Agosto de 2011 que a Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro referiu que o processo de implantação de uma nova política de segurança pública no Rio de Janeiro,  tem tido óptimas repercussões na imagem da cidade e na segurança dos cidadãos, com inequívocas vantagens para o comércio.
Presidente da Câmara Portuguesa referiu que “A insegurança afasta o capital e, antigamente, qualquer turista temia vir ao Rio. Hoje, eles mesmos dizem que a segurança mudou. O mercado está aquecido”, mostrando uma revista alemã que retratava o trabalho de policiais das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) com crianças.

Veja a notícia completa: Segurança que atrai turistas e negócios

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Londres, 2011 DC


Hoje não resisto a sair do tema habitual deste blogue, para tecer algumas considerações sobre o que se está a passar no Reino Unido.

A história parece ser essencialmente a seguinte:

Tumultos estalaram um pouco por toda a Inglaterra após um jovem de 29 anos de idade, pai de quatro filhos que dava pelo nome de Mark Duggan ter sido morto a tiro pela Polícia na sequência de uma operação de vigilância e seguimento que, aparentemente, o visava.
Inicialmente foi veiculada a informação que Mark teria feito o primeiro disparo contra as autoridades. Um dos agentes fora atingido a tiro num flanco do tronco, havendo um projéctil alojado num emissor/receptor que transportava. As informações mais recentes apontam para o facto de Mark nunca ter disparado contra a Polícia.
Pelos vistos, Mark era um bom pai de família e um membro muito considerado da sua “comunidade” que também tinha ligações a um gangue local, onde era igualmente considerado. Terá sido pelas últimas e não pelas primeiras razões que a Polícia o seguia.
A comunicação social começou a exploração da notícia e iniciou-se a habitual rotina: a biografia da vítima, os depoimentos dos amigos, as colagens aos contextos sociais, raciais e culturais.
No dia seguinte a estes acontecimentos, iniciaram-se protestos pacíficos nas ruas do bairro onde Mark residia que rapidamente se transformaram em tumultos violentos.
Um grupo de cerca de 300 indivíduos juntou-se em frente às instalações da Polícia de Tottenham exigindo “justiça”.
Enquanto isso começavam as pilhagens e os ataques nas zonas de Tottenham, Enfield, Walthamstow e Brixton.
A Polícia Metropolitana de Londres tentou repor a ordem pública com os poucos meios e preparação que tem para estas situações (no Reino Unido não existe uma tradição de polícia de reposição de ordem pública. A Polícia é essencialmente, um grupo de membros da comunidade especialmente preparado e remunerado para cumprir em permanência os deveres que são de toda a comunidade, seguindo os 9 princípios de Robert Peel).
A desordem alastrou a toda a cidade de Londres e a zonas de Birmingham, Liverpool, Nottingham e Bristol.

O resto é conhecido.

Atribui-se a Bertrand Russel a seguinte frase: “Os Homens nascem ignorantes, não nascem estúpidos. É a educação que os torna estúpidos.”
Não queiramos precipitar-nos na interpretação desta afirmação. Bertrand Russel, era um homem superior e acima dos seus pares era um defensor da educação e da cultura.
Nas últimas décadas fomos caindo no erro de pensar que andamos a educar correctamente. Os valores das sociedades ocidentais, especialmente aquelas que conhecem o Estado Social incluem, felizmente, noções como a inclusão, a diversidade, a comunidade, o multiculturalismo.
Porém, o modelo do Estado Social ocidental disponibilizou-se a entregar tudo a todos, de qualquer forma, muitas vezes sem critério e sem questionar o “como” e o “porquê”.
Também, por receio ou por imperativo ideológico, educou para os direitos e não para os deveres.
O Estado Social tornou-se o alvo ideal da predação e do parasitismo, o apoio dos desvalidos transformou-se no privilégio dos não contribuintes, a miséria é para muitos um modo de vida que se eterniza e se transfere entre gerações de pessoas que se recusam a evoluir para o patamar seguinte, preferindo viver do subsídio do que aproveitar as oportunidades para estudar e trabalhar.
A sociedade contemporiza e tolera o intolerável. Tolera o intolerável não porque é verdeiramente tolerante, mas porque nos tornámos incapazes, impotentes e receosos de exercer a autoridade, definir claramente rumos e manter a ordem.
O que se passa no Reino Unido, não é um problema do Reino Unido, não é um problema de Polícia ou tão pouco uma questão racial.
Estamos perante um problema de “Comunidade Aparente”, achamos que temos comunidades sólidas, maduras e capazes de contribuir para a auto-regulação, mas o que a generalidade de nós entende serem as “comunidades”, não corresponde ao que as “comunidades” pensam ou querem ser.
Fica demonstrado que as comunidades de indivíduos são comunidades de valores, sendo alguns pouco visíveis e muitos distintos dos valores da generalidade das pessoas que dela não fazem parte. São comunidades que olham para dentro e para fora, distinguindo-se do resto da sociedade e sentindo-se orgulhosos disso, que discursam com o “nós” e os “outros”, que são comunidades só no sentido em que apostam na sua diferenciação e não na sua integração, que querem ser distintas, diferentes e merecedoras de um tratamento especial, e que facilmente se transformam em esconderijo e protecção de criminosos e delinquentes, se eles fizerem parte da “comunidade”.
Para sobreviver, o mundo ocidental e o Estado Social têm de mudar.
O Estado pode ser assistencial e apoiar os mais desfavorecidos, impulsionando o seu desenvolvimento pessoal, mas não pode ser fonte de resolução de todos os problemas individuais e tem de ter a capacidade de exigir e sindicar os resultados dos seus investimentos nos indivíduos, penalizando o parasitismo e a “miséria profissional”.
Quanto ao resto já tudo foi antes visto e dito.
A actuação e os discursos desastrosos das autoridades e da comunicação social obedecem sempre ao mesmo padrão idiota.

A foto apresentada é da Press Association e está disponível em UK riots in pictures.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Programa Comércio Seguro no México


Comerciantes, entidades estatais e municipais de Los Mochis, uma cidade da região costeira de Sinaloa, no México, puseram em marcha um programa denominado Comércio Seguro, pretendendo controlar a criminalidade que tem afectado a actividade comercial da cidade.
Trata-se de mais um exemplo de cooperação e parceria na prevenção do crime, utilizando um modelo há já alguns anos implementado em Portugal.

Leia a notícia completa no Linea Directa Portal: En Ahome ponen en marcha el comercio seguro 

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Iniciativa da PSP de Aveiro sofre com falta de adesão dos comerciantes


No passado dia 7 de Julho de 2011, o Notícias de Aveiro noticiou que a PSP fez uma acção de sensibilização / formação sobre prevenção do crime em estabelecimentos comerciais, dirigida a gerentes, funcionários e vigilantes de centro comercial.
De acordo com a notícia, foram enviados 300 convites, tendo aparecido apenas dois comerciantes, entre cerca de uma dezena de participantes.
Por outro lado, foram relatadas à Polícia situações de crime que, de acordo com a mesma fonte, eram completamente desconhecidas das autoridades por nunca terem sido objecto de qualquer comunicação ou queixa.
Estes dois detalhes devem fazer-nos reflectir sobre a segurança que queremos. O envolvimento daqueles que são os alvos do crime é imprescindível para o controlo desse problema.
Sem informação e sem apoio da comunidade, a Polícia fica reduzida nas suas capacidades.
Comunicar com a Polícia e ter uma postura construtiva de maior participação, é um sinal de empenhamento que se reflectirá na segurança de todos.

Leia a notícia completa:

Polícia aconselhou gerentes, funcionários e vigilantes de centro comercial a tomarem várias medidas de reforço da segurança e como devem reagir em caso de furtos ou roubos.

O cinema do Fórum Aveiro assistiu histórias de um filme conhecido de muitos comerciantes: assaltos e furtos mais ou menos violentos.
A ocasião faz o ladrão”, lá diz o povo, e por isso, embora se garante que as ocorrências são em número reduzido naquele espaço, importa estar preparado para saber como reagir.
“Queremos prevenir, nenhuma loja está livre. Temos tido pequenos furtos, está a nível controlado, aliás bastante baixo”, referiu Maria João  Aguiar, directora do centro comercial em plena cidade.
“Não ter atitudes de heróis”, manter tanto quanto possível “calma” e conseguir “memorizar”  marcas que possam identificar os ladrões, foram alguns dos conselho úteis deixados a cerca de uma dezena de participantes, entre lojistas e vigilantes do Fórum Aveiro, pelo comandante da Esquadra de Aveiro, Luís Silva, no âmbito do programa "Comércio Seguro".
Além do furto do interior dos estabelecimentos, há também grande receio da passagem de notas falsas.
“A cidade é muito tranquila” comparativamente a outras. A criminalidade, na generalidade, é “residente, reincidente e está identificada”.
A detenção recente de cidadãos romenos, que embarcaram em roubos, gerando insegurança, acabou com uma dor de cabeça das autoridades.
Mas não se deve descuidar a segurança. “As pessoas devem estar melhor preparadas para saber como reagir, facilitar a comunicação com a polícia e dentro das próprias lojas”, recomendou o comissário da PSP, surpreendido por alguns dos casos relatados no encontro não terem dado origem a queixas.
Arménio Bajouca, da Associação Comercial de Aveiro, só lamentou a falta de receptividade do comércio local a esta iniciativa (dos 300 convites enviados só dois comerciantes apareceram), depois da boa experiência na Praça do Peixe, onde foi possível controlar a criminalidade.
Comerciantes e PSP vão continuar a colaborar, agora com a publicação de um manual de boas práticas para o sector da ourivesaria, estabelecimentos que são um dos alvos principais dos assaltantes.
A polícia foi ainda confrontada com a alegada falta de patrulhamento durante o período nocturno. Segundo o comissário, esta vertente, apesar da falta de meios, não está a ser descurada.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Associação do Comércio do Distrito de Setúbal e Polícia juntos pela segurança do comércio


O trissemanário O Setubalense, noticiou no dia 20 de Maio de 2011 que a Delegação de Setúbal da Associação do Comércio do Distrito de Setúbal (ACSDS) se juntou à Polícia de Segurança Pública numa acção dirigida à melhoria da segurança do comércio tradicional naquela cidade recorrendo aos polícias do Programa Integrado de Policiamento de Proximidade.

Eis a notícia:

Acção de sensibilização para comércio seguro

A Associação do Comércio do Distrito de Setúbal (ACSDS) - Delegação de Setúbal – promove, a partir de amanhã, uma acção de sensibilização para a segurança do comércio tradicional. Esta iniciativa desenvolve-se no âmbito do Programa Integrado de Policiamento de Proximidade (PIPP) , levado a cabo pela PSP.
A acção de sensibilização será repartida em três reuniões, que terão lugar na sede da ACSDS amanhã, e nos dias 16 e 18 de Novembro, pelas 21.15 horas. Nestas datas, a associação conta com a presença de representantes da PSP e das juntas de freguesia.
Em cada reunião, aberta à participação dos comerciantes, será abordada a conjuntura de uma determinada zona (zonas divididas por Juntas de Freguesia).
Amanhã, aborda-se a questão da segurança no comércio da freguesia de S. Julião; no dia 16 de Novembro, é a vez da freguesia de Nª Srª da Anunciada e no dia 18 de Novembro, será a freguesia de Santa Maria da Graça.

Leia a notícia original em:

terça-feira, 3 de maio de 2011

A insegurança é um problema de todos


Por via das exigências da sociedade, a Polícia multiplicou as suas funções, havendo, nos últimos anos, um grande desenvolvimento ao nível da formação, da renovação de quadros e na adopção de novas filosofias de actuação.
Na vanguarda desta alteração de visões, a Polícia de Segurança Pública adoptou para si uma Filosofia de Actuação Policial que, entre outros factores determinantes preconiza a compreensão (1) “de que o cidadão ocupa um papel central no sistema de segurança interna (…) devendo as autoridades estimular a participação destes nas acções de prevenção da criminalidade” e (2) “de que o combate à criminalidade é pluri-vectorial e não apenas uma questão de eficácia da polícia, compreendendo, a par de questões de natureza operacional, questões de natureza política, institucional, jurídica e social.”
O primeiro aspecto diz-nos que a Polícia tem o dever de reconhecer a intervenção do cidadão como essencial à segurança interna e, por isso, deve de trabalhar junto dele e motivá-lo a participar activamente nas tarefas de prevenção criminal.
Em segundo lugar, refere-se que o combate à criminalidade não cabe apenas à Polícia, é uma responsabilidade de todos os indivíduos e instituições, sejam elas públicas ou privadas.
A propósito da partilha de responsabilidades, Herman Goldstein referiu na sua obra Policing a Free Society, editada em 1977 pela Ballinger Publishing que “temos de restaurar o equilíbrio de responsabilidades entre os cidadãos e as polícias, uma vez que o controlo social eficaz não poderá ser alcançado apenas com recurso aqueles que são contratados para o efeito.”
A Polícia tem um duplo papel. Uma vertente preventiva da criminalidade que se consubstancia com o policiamento proactivo e com o contacto pedagógico com os cidadãos e instituições, ainda que não exista qualquer ocorrência delituosa. Uma segunda vertente eminentemente repressiva, quando se encarrega de actuar contra os factores de geração de insegurança.
O papel repressivo da polícia apenas faz sentido quando todos os níveis e instituições na sociedade livre já falharam ou foram ultrapassadas.
O envolvimento da comunidade na educação para a profilaxia da delinquência, auto - protecção e prevenção da criminalidade é essencial para a tarefa comum de manter a nossa sociedade segura, livre e próspera.
A propósito do aumento da criminalidade violenta e do sentimento de insegurança nos Estados Unidos da América, a revista Policy Review, n.º 74, de 1995, publicou o artigo The Beat Generation: Community Policing at its Best de dois especialistas de política e de economia, William D. Eggers e John O'Leary, que referia o seguinte:

“Até que os bairros se tornem novamente seguros, não poderão prosperar económica ou socialmente. Esperar que o Governo melhore a situação é adoptar uma estratégia, à partida, derrotada. As pessoas têm de se envolver mais no processo de garantir a sua própria segurança.”

Os mesmos autores acrescentaram:

“Diz-se que para cada problema difícil existe uma solução simples e elegante que está errada. Para a questão da criminalidade a resposta simples é ‘Precisamos de mais polícias e precisamos de mais prisões’. Apesar de ser extremamente popular (...) entre os políticos, esta abordagem acrescentará muito pouco à melhoria da segurança pública.
A melhor força policial do mundo não pode tornar segura uma comunidade na qual as pessoas não possuem qualquer consideração pelas vidas e propriedade das outras. Não existe qualquer dúvida de que a penalização rápida e correcta da actividade criminal é uma componente importante de uma política de segurança eficaz.
Todavia, a melhor defesa contra o crime não é a frágil barreira proporcionada pela Polícia, mas uma comunidade de indivíduos que se respeitem mutuamente.”

Construir a segurança está nas mãos de cada um de nós e esta é uma causa que merece o nosso envolvimento.
Seja agindo preventivamente para reduzir os nossos próprios riscos de vitimação, seja apoiando a comunidade ou exigindo das estruturas políticas, da Administração e das entidades privadas, medidas adequadas a prevenir a criminalidade, a delinquência ou outras formas de conduta anti-social, cada um de nós tem de estar envolvido e empenhado.

Até breve