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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Uma história cultural do furto



Em Junho do corrente ano de 2011 a editora Penguin, publicou um livro intitulado The Steal: A Cultural History of Shoplifting.

A autora desta obra de 272 páginas,
Rachel Shteir é uma professora universitária de arte dramática, alvo de amores e ódios expressos numa viva contestação dos seus alunos da DePaul University de Chicago. Paralelamente, é autora de outras obras e assina várias rúbricas em diversos jornais e revistas norte-americanas de relevo.

O livro The Steal foi considerado pela crítica como a primeira obra verdadeiramente séria que aborda a história dos furtos em estabelecimentos comerciais, no inglês simplesmente: shoplifting.

Não sei se se poderá ir tão longe.

O tema do shoplifting tem sido amplamente estudado por polícias, juristas, antropólogos, sociólogos, psicólogos e criminologistas, todavia, a maioria desses estudos contêm abordagens científicas e técnicas pouco vocacionadas a garantir sucessos comerciais nas bancas e livrarias, apesar da sua leitura ser perfeitamente acessível ao comum dos mortais.

The Steal não se trata propriamente de uma obra que nos permita encarar, analisar racional ou cientificamente o fenómeno do shoplifting, encontrando uma receita para a sua resolução, mas, pelos vistos, também não tem essa pretensão.

Escrito num estilo que se situa entre o jornalismo e a escrita ficcional detectivesca, a autora procede ao relato salpicado de cenários exemplificativos que nos leva à explosão urbanística e demográfica da cidade de Londres no período anterior ao século XIX e procede daí para a Europa continental, onde foram criadas as primeiras galerias comerciais.

Entretanto, vão surgindo algumas confusões entre o fenómeno do simples shoplifting com a sua forma mórbida, a
cleptomania.

Nos anos 60 do século passado, este tipo de furtos é, de acordo com a autora, carregado com um simbolismo político muito próprio dos movimentos alternativos e de contestação surgidos naquela década nos Estados Unidos e na Europa com especial destaque para a França.

Terá o shoplifting passado a ser considerado, neste contexto, como um acto de rebeldia juvenil ou geracional contra um sistema?

É no culminar dessa década que
Abbie Hoffman publica um livro intitulado Steal This Book (1971), invocando no título aquele acto, não como um simples desvio à ordem social, mas como um manifesto contra essa ordem social.


Todo esse livro (que já não precisa de subtrair da loja, podendo fazer o seu download carregando aqui), é um manual prático, não sobre shoplifting, mas sobre irreverência, rebeldia e luta anti-sistema.

Hoje, muitos estudiosos e analistas olham para este tipo de furtos como uma resposta epidémica a uma cultura de consumo que ultrapassou todos os limites e que se entranhou em todos, mesmo aqueles que não têm recursos para a aquisição legítima.

A questão já não está no "poder ter". Trata-se mais do "ter de ter", independentemente de poder ter legitimamente.


Sem ser uma obra-prima, The Steal é um livro interessante do prisma ilustrativo que pode merecer uma leitura, especialmente daqueles que trabalham no ramo do comércio e querem ampliar os seus horizontes.

Deixo-vos com os detalhes da obra, para que a possam encontrar ou encomendar:

Título: The Steal: A Cultural History of Shoplifting Autor: Rachel Shteir
Editora: The Penguin Press HC
Qualificação: Não ficção / Documentário
Data: 30 Junho de 2011
Extensão: 272 páginas
Língua: Inglês

ISBN-10: 1594202974
ISBN-13: 978-1594202971

Desde a sua publicação até ao presente momento (cerca de 4 meses) o seu preço de capa variou entre quase $ 30 US (dólares americanos) e cerca de $ 10 US (fonte: Amazon e Ebay).

Saiba mais sobre esta obra e a sua autora, consultando as seguintes ligações:
Daily Finance

Aguardo os seus comentários.

Até breve!

sábado, 1 de outubro de 2011

LUSA: Aberturas de novos centros comerciais adiadas ou canceladas

 
A agência noticiosa LUSA, referindo-se ao último relatório da Cushman & Wakefield, noticiou que abertura de novos centros comerciais em Portugal está, segundo um estudo da , a ser "adiada ou cancelada", não só por falta de financiamento como pela maturidade do próprio mercado.
 
A LUSA informou que: O documento indica que a previsão de oferta futura de centros comerciais até 2013 "retrata a maturidade do mercado e o actual enquadramento do sector, com valores muito inferiores aos que se verificaram no passado".
 
A multinacional Cushman & Wakefield destaca que, de entre os novos projectos previstos durante os próximos três anos, cerca de 12 novos centros comerciais, "uma parte importante dos mesmos encontra-se ainda numa fase prematura, não passando em muitos casos de intenções de investimento que poderão ser adiadas ou mesmo canceladas".

O relatório refere também que, devido à crise, os outlets como o Freeport, em Alcochete, e o The Style, em Vila do Conde, "beneficiaram nos últimos anos do enquadramento de crise económica, com a cada vez maior valorização do factor preço por parte dos consumidores".

Já em 2009 o Diário Económico noticiára o abrandamento da construção de centros comerciais em Portugal, precisamente baseando-se em informações da Cushman & Wakefield

Segundo aquela consultora, dos 1,2 milhões de metros quadrados de centros comerciais previstos até 2012, só 400 mil estavam em construção, ou seja, qualquer coisa como quatro Dolce Vita Tejo, o maior centro da Europa.

Ainda assim, no primeiro semestre de 2009 abriram em Portugal sete novos centros comerciais de grande envergadura, mais 7% que em 2008.

De acordo as informações daquela consultora em 2009, o cancelamento ou adiamento de projectos de construção anunciava uma retracção.

Contudo, também adiantou que o número de centros com abertura prevista para 2009 bateria um novo recorde na área bruta inaugurada.

Para saber mais sobre estes relatórios e sobre a população alvo destes estudos da Cushman & Wakefield, consulte as seguintes ligações:


Bem como:

Portugal economic MarketBeat 2Q11

Portugal industrial MarketBeat 2Q11

Portugal office MarketBeat 2Q11


Aguardo os seus comentários e as suas questões.

Até breve!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

LUSA: Quebra de vendas não encerra lojas

No dia 19 de Setembro a agência noticiosa LUSA noticiou que, de acordo com informações do relatório MarketBeat, da multinacional Cushman & Wakefield (C&W), a "quebra acentuada das vendas no retalho ainda não teria provocado "encerramentos de lojas em massa" ou "saída de insígnias" de Portugal.

O mesmo relatório indica que existe uma "retracção na estratégia de expansão".

Segundo a LUSA, o documento, apresentado à comunicação social, indica que a resposta dos lojistas "às quebras cada vez mais evidentes e acentuadas na facturação foi a retracção na estratégia de expansão".
 
O MarketBeat indica que a crise económica teve "um impacto forte" nas vendas do comércio, que regista "quebras sucessivas ao longo deste últimos três anos".
 
Para C&W, os operadores de retalho em Portugal "demonstram acreditar no potencial do sector, tendo respondido à crise com estratégias de preço e de fidelização de clientes".
 
A multinacional não descarta que, até ao final do ano, haja "novas quebras no consumo" provocadas pelas medidas de austeridade impostas pelo Governo e que "serão especialmente sentidas em Dezembro, momento em que a grande maioria da população irá ser alvo do novo imposto extraordinário".

Em termos de oferta, a taxa de crescimento dos conjuntos comerciais "registou o seu valor mais baixo desde os anos 90, apenas 2,5%", quando na última década a média de crescimento foi de 10%.

O estudo em referência versa sobretudo operadores de grandes superfícies comerciais e redes de lojas.

Aguardo os seus comentários e as suas questões.

Até breve!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

LUSA: Chiado é a zona comercial mais cara do país


Fazendo reporte ao relatório MarketBeat, da Cushman & Wakefield (C&W), a agência noticiosa LUSA, informou que a zona comercial do Chiado, em Lisboa, passou a ser a mais cara do país, destronando a Avenida da Liberdade que, segundo aquele relatório, liderou o 'ranking' durante vários anos.

Segundo a C&W, "apesar da apatia sentida no mercado imobiliário em geral", os primeiros seis meses de 2011 indicam que, em Lisboa, "a zona do Chiado é hoje a que pratica as rendas mais elevadas", situando-se o valor de referência nos 80 euros por metro quadrado por mês, enquanto que na Avenida da Liberdade se situa nos 72,50 euros por metro quadrado por mês.

O MarketBeat refere também que, no Porto, a Rua de Santa Catarina é a principal referência para o comércio de rua na cidade e mantém também o valor da renda em 45 euros por metro quadrado por mês, um montante que já vem desde 2009.

O relatório frisa que o comércio de rua "registou nos últimos anos um crescimento significativo em Portugal, em especial na cidade de Lisboa" e muito particularmente na zona do Chiado, associada "a um público jovem , 'trendy' e com poder de compra acima da média.

O sector do retalho, diz o documento, está a viver o período mais difícil desde 2007, altura em que "tem vindo a sofrer com a deterioração do poder de compra dos consumidores e com a sua própria maturidade, que lhe confere um ambiente cada vez mais concorrencial".

Para saber mais sobre estes relatórios e sobre a população alvo destes estudos da Cushman & Wakefield, consulte as seguintes ligações:


Bem como:

Portugal economic MarketBeat 2Q11

Portugal industrial MarketBeat 2Q11

Portugal office MarketBeat 2Q11

Aguardo os seus comentários e as suas questões.

Até breve!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Participe!


O blogue «Segurança no Comércio» precisa das suas visitas, mas também da sua participação.
Não hesite em partilhar pelos canais e redes sociais disponíveis em cada mensagem, comentar  e remeter mensagens, colocando questões e sugerindo temas do seu interesse.

Terei muito gosto em abordar temas do seu interesse que se enquadrem nos objectivos deste blogue.

Até breve!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A segurança, a imagem e os negócios

O jornal O Dia online noticiou no dia 16 de Agosto de 2011 que a Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro referiu que o processo de implantação de uma nova política de segurança pública no Rio de Janeiro,  tem tido óptimas repercussões na imagem da cidade e na segurança dos cidadãos, com inequívocas vantagens para o comércio.
Presidente da Câmara Portuguesa referiu que “A insegurança afasta o capital e, antigamente, qualquer turista temia vir ao Rio. Hoje, eles mesmos dizem que a segurança mudou. O mercado está aquecido”, mostrando uma revista alemã que retratava o trabalho de policiais das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) com crianças.

Veja a notícia completa: Segurança que atrai turistas e negócios

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Quebra desconhecida: Quanto anda a perder?

Independentemente da causa, as perdas no inventário têm repercussões graves no equilíbrio financeiro das empresas.
Antes de avançar para quaisquer soluções devemos sempre tentar perceber o problema, identificando as fontes de risco e as causas da quebra.
Desfaça-se de algumas ilusões. Uma boa parte da quebra, está associada a furtos que não ocorrem nas lojas (praticados por “clientes”) mas à acção negligente ou dolosa de pessoas que estão no circuito de embalagem, transporte, distribuição, armazenagem e reposição.
A Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) emitiu há já alguns anos uma recomendação com um conjunto de regras que ajudam a pôr em prática um plano de reconhecimento de riscos.
A Recomendação: como prevenir quebras desconhecidas na cadeia de abastecimento que pode ser consultada ou baixada a partir do sítio da APED, contém indicações preciosas que de seguida se sintetizam.

1. Conheça a sua quebra: reúna informação
Para conhecer a quebra a que está sujeito calcule a diferença de inventário
Ao Stock inicial subtraia o valor das saídas de produtos (vendas, devoluções a fornecedores…) e some as entradas de produtos (compras, devoluções de clientes…). O resultado será o Stock teórico.
Ao Stock teórico subtraia o Stock real para obter a diferença de inventário.
Olhe para os resultados perspectivando (1.º) a percentagem do custo das quebras relativamente ao número de vendas, valorizando as quebras de produtos a preços de custo médio e (2.º) a percentagem de unidades que faltam no total das unidades vendidas.
Quando proceder ao cálculo da diferença de inventário, reveja os seus procedimentos, de modo a evitar:
·         Enganos nos movimentos a serem considerados pelo cálculo do inventário teórico como, por exemplo, não inclusão de vendas realizadas durante a inventariação e os cálculos. Para isso, estabeleça um momento preciso para fechar a inventariação e proceder ao cálculo.
·         Analisar informação incorrecta ou incompleta, especialmente, duplicação de vendas, envios incorrectos de transacções, confusão de códigos, notas de entrega de armazém, facturas relativas a entrega nas lojas, devoluções de produtos, alterações e regularizações de preço (especialmente nas promoções e saldos), auto-consumos, entre outros.

O cálculo da diferença de inventário tornar-se-á uma ferramenta indispensável a tomar, de forma mais racional, algumas decisões importantes, sobre:
·         Revisão ou implementação de procedimentos internos
·         Adopção de medidas de segurança pontuais sobre determinados produtos, áreas da loja, pessoas, circuitos…
·         Alterações sobre a exposição dos produtos, concebendo formas mais seguras de o fazer, nomeadamente, alterando a sua localização, embalagem, disposição…

2. Conhecer os factores de risco
Já anteriormente definimos o que era a Quebra Desconhecida e indicamos o Furto externo, o Furto interno e os Erros administrativos como as causas mais comuns para a sua ocorrência.
É importante saber genericamente que existem essas fontes de risco, mas convém ser mais preciso e investir na análise do seu problema particular se quer construir uma solução à sua medida.
Quando estiver preparado para implementar medidas releia os seguintes textos deste blogue:

3. Boas práticas
Seja minucioso na gestão da informação e tente através da diferença de inventário observar quais os produtos que mais desaparecem e com que frequência. Com alguma atenção, talvez consiga mesmo identificar os períodos do dia, da semana, do mês e do ano em que o risco aumenta. Verá que vai ter uma visão precisa sobre:
·         O que atrai mais os ladrões
·         Se a disposição dos produtos na loja é correcta em função da segurança
·         A rotação do produto
·         O seu grau de perecibilidade

Utilize esta importante ferramenta para:
·         Estabelecer melhores práticas, como, a realização de uma contagem prévia sobre a localização dos produtos, sobretudo os arrumados em diferentes locais
·         Uniformizar e normalizar a metodologia da contagem e a documentação de apoio a utilizar, como sejam formulários e tabelas, entre outros
·         Aumentar o nível de precisão das categorias ou produtos que apresentem riscos mais elevados, por exemplo, conte fisicamente duas vezes os produtos e faça comprovações aleatórias da integridade dos bens.

A propósito deste tópico, recomendo ainda a leitura dos seguintes artigos:

APED:
HIPERSUPER:
RETAIL RESEARCH:

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Programa Comércio Seguro no México


Comerciantes, entidades estatais e municipais de Los Mochis, uma cidade da região costeira de Sinaloa, no México, puseram em marcha um programa denominado Comércio Seguro, pretendendo controlar a criminalidade que tem afectado a actividade comercial da cidade.
Trata-se de mais um exemplo de cooperação e parceria na prevenção do crime, utilizando um modelo há já alguns anos implementado em Portugal.

Leia a notícia completa no Linea Directa Portal: En Ahome ponen en marcha el comercio seguro 

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Brasil: Menos dinheiro na caixa, menor risco de ficar sem ele!


A EPTV COM noticiou que o aumento de assaltos ao comércio de bairro em Ribeirão Preto fez com que os estabelecimentos tomassem medidas, deixando de receber o pagamento de contas da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL).
A CPFL, à semelhança de inúmeros serviços no Brasil e em Portugal, possui uma rede de estabelecimentos credenciados para receber o pagamento das suas contas.
Todavia, o uso pouco frequente de sistemas de pagamento sem recurso a dinheiro (como cartões) tem levado à acumulação de grandes somas de dinheiro – um atractivo para os criminosos.
O aumento dos assaltos a estabelecimentos credenciados pela CPFL tem levado alguns comerciantes a cancelar as suas ligações à empresa distribuidora de energia para garantirem maior segurança.

Veja a vídeo reportagem e leia a notícia em:

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Shrinkage: a Quebra Desconhecida


Um dos riscos da actividade comercial é identificado pelas «quebras» no inventário (stock), impedindo que os produtos transaccionáveis percorram o seu ciclo normal, sendo vendidos ao cliente e proporcionando um lucro ao vendedor.
A «quebra» é uma figura contabilística que identifica a diferença entre a facturação potencial de um determinado número de produtos em inventário e a facturação real.
As quebras podem ser conhecidas ou desconhecidas.
As quebras conhecidas são aquelas cujo motivo está identificado, podendo ocorrer, por exemplo, através da deterioração de produtos perecíveis ou da ultrapassagem dos respectivos prazos de validade que impedem a venda dos mesmos.
As quebras desconhecidas ou “Shrinkage” como também é frequente chamar-lhes, são todas as outras cuja origem não é clara, podendo ocorrer por via de:
Ø  Furto de bens ou dinheiro por parte de clientes;
Ø  Fraudes com cheques e cartões na aquisição de bens ou serviços;
Ø  Furto de bens ou dinheiro por parte de funcionários em qualquer parte do circuito de pós-produção (transporte, armazenagem ou loja);
Ø  Danos em bens destinados a venda;
Ø  Erros no fornecimento por parte dos fornecedores;
Ø  Erros gestionários (p.e. mau controlo de inventário, erros contabilísticos, etc).

Estas perdas não podem ser encaradas de forma displicente pelos comerciantes, especialmente aqueles que são independentes e gerem o seu próprio negócio sem estarem integrados em grandes redes de comércio de retalho.
Os resultados do estudo de 2010 do Barómetro Nacional da Quebra Desconhecida no Retalho (3ª edição) da Premivalor Consulting, indicam que “aproximadamente 67% das empresas inquiridas consideram que a rendibilidade das respectivas organizações é afectada pelo fenómeno da Quebra Desconhecida.”
O mesmo estudo apurou que entre as empresas inquiridas, o valor da quebra desconhecida na quebra total (a soma das perdas por quebra conhecida e por quebra desconhecida) durante 2009, foi de 58.73%, o que, sendo uma descida significativa, relativamente aos resultados de estudos anteriores, continua a representar um peso razoável nas perdas dos estabelecimentos que foram alvo desse inquérito.
Isto significa ainda que (e de acordo com o mesmo estudo) a quebra desconhecida em Portugal desceu de 1,16% (177 milhões de euros) para 1,03% do volume de vendas em 2009, representando 147 milhões de euros do valor da quebra total.
Dados recentes do Global Retail Theft Barometer (GRTB) indicam que na Europa ocidental os valores médios da quebra desconhecida caíram entre 1.40% e 1.27% entre 2000 e 2010. Estes resultados foram conseguidos através da melhoria dos processos de gestão que, por sua vez, garantiram a prevenção destas perdas.
O assunto da prevenção da quebra desconhecida é tão sério que retalhistas por todo o mundo cativam parte significativa dos seus ganhos para os investirem em segurança.
No Japão, por exemplo, sabe-se que o investimento nesta área é relativamente reduzido, mas proporcional ao baixo risco sentido nessa região do globo, representando um valor equivalente a 0.15% das vendas. No Reino Unido o investimento em 2009 foi de 0.29%, em França de 0.39% e nos Estados Unidos da América na ordem dos 0.46%.

Agora pensemos nisto:


Quer o Barómetro Nacional da Quebra Desconhecida no Retalho, quer o Global Retail Theft Barometer reflectem os problemas dos grandes retalhistas, aqueles que têm grande capacidade de investimento em segurança e que possuem ao seu alcance mecanismos mais eficientes de compensação.

E os outros?

O que vale para a prevenção da quebra desconhecida nas grandes empresas de retalho pode valer, com as devidas adaptações, para o pequeno comércio.

Os estudos existentes apontam a «boa gestão» como o aspecto essencial a considerar quando se pretende reduzir quebras e melhorar a segurança do comércio.

Não interessa adquirir todo o tipo de aparelhos, equipamentos e serviços de segurança que podem não estar adaptados às necessidades da sua actividade, sendo susceptíveis de a encarecer e ainda de afastar clientes.

As soluções de segurança, não obstante algumas regras gerais que temos abordado neste blogue, devem ser talhadas à medida das necessidades do seu destinatário.

Por isso, antes de se precipitar a comprar todo o tipo de alarmes, câmaras e serviços de vigilância, instrua-se um pouco mais, subscreva este blogue e não se prive de me enviar as suas questões.

Continuaremos este tema em breve.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Associação do Comércio do Distrito de Setúbal e Polícia juntos pela segurança do comércio


O trissemanário O Setubalense, noticiou no dia 20 de Maio de 2011 que a Delegação de Setúbal da Associação do Comércio do Distrito de Setúbal (ACSDS) se juntou à Polícia de Segurança Pública numa acção dirigida à melhoria da segurança do comércio tradicional naquela cidade recorrendo aos polícias do Programa Integrado de Policiamento de Proximidade.

Eis a notícia:

Acção de sensibilização para comércio seguro

A Associação do Comércio do Distrito de Setúbal (ACSDS) - Delegação de Setúbal – promove, a partir de amanhã, uma acção de sensibilização para a segurança do comércio tradicional. Esta iniciativa desenvolve-se no âmbito do Programa Integrado de Policiamento de Proximidade (PIPP) , levado a cabo pela PSP.
A acção de sensibilização será repartida em três reuniões, que terão lugar na sede da ACSDS amanhã, e nos dias 16 e 18 de Novembro, pelas 21.15 horas. Nestas datas, a associação conta com a presença de representantes da PSP e das juntas de freguesia.
Em cada reunião, aberta à participação dos comerciantes, será abordada a conjuntura de uma determinada zona (zonas divididas por Juntas de Freguesia).
Amanhã, aborda-se a questão da segurança no comércio da freguesia de S. Julião; no dia 16 de Novembro, é a vez da freguesia de Nª Srª da Anunciada e no dia 18 de Novembro, será a freguesia de Santa Maria da Graça.

Leia a notícia original em:

terça-feira, 17 de maio de 2011

Proposta da PSP para videovigilância de Leiria pode beneficiar 277 estabelecimentos comerciais

A agência noticiosa LUSA anunciou no dia 16 de Maio de 2011 que o projecto de videovigilância para o centro da cidade de Leiria, elaborado pela PSP , prevê a instalação de 45 câmaras de videovigilância.
O Comandante Distrital da PSP em Leiria, Intendente Rui Conde, sublinhou que a proposta de videovigilância é feita no âmbito do Contrato Local de Segurança (CLS) de Leiria, podendo ainda sofrer alterações.
O CLS de Leiria compreende uma área de 41 hectares, o Centro Histórico e ruas adjacentes, onde residem 1.500 pessoas, existem 277 estabelecimentos comerciais e 80 estabelecimentos de restauração, além de 32 serviços de utilidade pública.
O comandante da PSP de Leiria assinalou a importância da videovigilância enquanto ferramenta de prevenção da criminalidade.
Todavia, acentuou que a videovigilância não substitui o elemento humano no policiamento.
Até ao final do ano, várias entidades comprometem-se a desenvolver, além da videovigilância, um conjunto de acções de intervenção e prevenção da criminalidade e do comportamento anti-social como a intensificação do sistema de iluminação e o incentivo dos comerciantes à adopção de medidas passivas de segurança.
O presidente da Câmara Municipal de Leiria, Raul Castro, adiantou aos jornalistas que, assim que a Comissão Nacional de Protecção de Dados autorizar a implementação do sistema de videovigilância, a autarquia que, juntamente com os comerciantes, deverá custear a videovigilância, abrirá o respectivo procedimento para a sua instalação.
Até breve!

domingo, 15 de maio de 2011

Assaltos a ATM em Portugal e no Brasil



Uma notícia publicada no dia 13 de Maio de 2011, pela edição de S. Paulo do jornal Destak deu conta que muitos comerciantes daquela cidade equacionam rejeitar a colocação de caixas ATM nos seus estabelecimentos comerciais, considerando que estas máquinas constituem uma atracção para o crime violento.
Estes equipamentos têm vindo a ser dinamitados por criminosos que pretendem apoderar-se do seu conteúdo. As explosões resultam em grande destruição e avultados prejuízos para os comerciantes, para não mencionar a fortíssima possibilidade de causar danos pessoais.
Em Portugal também se têm noticiado formas imaginativas, umas mais sofisticadas que outras, para assaltar estas máquinas. A utilização de retroescavadoras para arrancar as ATM da parede e as abrir, o uso de maçaricos de corte e mais recentemente, a utilização de gás inflamável, supostamente acetileno, para impregnar o ATM e depois fazê-lo explodir utilizando uma bateria de automóvel para provocar uma descarga eléctrica que faça a ignição do gás.
Convido-o a ler as notícias do diário Correio da Manhã, com os títulos Roubam terceiro banco com bomba, Arrasam mais um banco à bomba, Assaltam Multibanco em Alcobaça à bomba e Assalto à bomba destrói banco e a ler a notícia completa do Destak de S. Paulo. Deixo que sejam os seus critérios a analisar as semelhanças e a ajuizar a posição dos comerciantes paulistas.

Até breve!

Comércio Rejeita Caixa Electrónico
Associação diz que situação é de alerta
Bancários querem vigilância armada das 6h às 22h

A onda de ataques a ATMs (terminais de autoatendimento) por meio do uso de explosões com dinamites está levando donos de estabelecimentos comerciais a pedir a retirada dos caixas eletrônicos.
Casos já foram relatados em uma drogaria na Vila Madalena (zona oeste) e outra na zona leste, segundo o Jornal da Tarde.
A contabilidade formulada pelo jornal aponta que neste ano já são 122 os casos de caixas eletrônicos atacados, quase um por dia. A capital concentra a maior parte, 69.
A situação deixou em alerta até a ACSP ( Associação Comercial de S. Paulo ). "Se não for possível terminar com essas ações criminosas, a solução será desativar todos os caixas eletrônicos da rede comercial. Porém, trata-se de uma decisão individual, de cada empresário", disse o vice-presidente da ACSP, Roberto Mateus Ordine.
Ontem o SPBancários (sindicato dos bancários) reforçou uma reivindicação antiga, a de exigir vigilância armada. O secretário de Segurança disse se tratar do "crime da moda" (leia abaixo).

24 Horas

Procurada, a TecBan, controladora do Banco24Horas e que detém 30% do mercado de ATMs instaladas no país, sendo 5 mil delas só no Estado, afirmou que não iria comentar o movimento de alguns comerciantes que estão pedindo a retirada dos dispositivos de suas lojas.
A empresa foi pioneira no país ao instalar o dispositivo para manchar notas quando o caixa é arrombado. Hoje todas as suas 12 mil ATMs possuem o sistema instalado.

'É CRIME DA MODA', DIZ SECRETÁRIO DE SEGURANÇA

O secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, disse ontem que as explosões contra caixas eletrônicos se tornaram o "crime da moda". "É o crime da moda, como tivemos esses crimes em joalherias", afirmou.
Ferreira Pinto disse que algumas divisões da Polícia Civil vão reforçar as equipes na repressão a esse tipo de crime. Entre as medidas está a de dispor 80% do efetivo do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos).
Uma das apostas para reduzir esse tipo de crime é o uso de tinta para manchar as notas. Já usado em alguns terminais, o uso reduziu esse tipo de crime no Nordeste. Mesmo manchadas, as notas já estão circulando no comércio. A indicação é recusá-las e procurar a polícia.

Bancários querem vigias armados das 6h às 22h

O SPBancários (sindicato dos bancários) reforçou ontem reivindicações antigas: manter vigias armados e câmeras funcionando das 6h às 22h nos locais onde funcionam caixas eletrônicos e responsabilizar as instituições bancárias pela segurança dos terminais localizados fora das agências.
A presidente do sindicato, Juvandia Moreira Leite, disse que o tema será discutido na reunião da comissão de segurança da entidade prevista para o dia 2 de Junho.
Como resposta, segundo Juvandia, os bancos afirmam que estão cumprindo seus planos de segurança e que a responsabilidade dos terminais é dos comerciantes que mantêm os dispositivos.

Leia a notícia original em:
Sugiro ainda que leia a minha mensagem com o título: Comerciantes brasileiros retiram caixas ATM de lojas para reduzir riscos